Artigos dos bispos

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Dom Pedro Brito Guimarães
Arcebispo de Palmas (TO)

 

“Todos aqueles que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus” (Rm 8, 14).

 

Jesus fez uma promessa-profecia e esta foi plenamente cumprida. Não é para menos. Aliás, Jesus é cumpridor de promessas e de profecias divinas. Ele ainda estava sentado à mesa, com seus discípulos, e João disse: “Jesus sabendo que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai” (Jo 13,1a); “Eu pedirei ao Pai, e Ele vos dará um outro Paráclito” (Jo 14,16; 15,26). Jesus não quis deixar sozinhos seus discípulos e nem órfãos seus seguidores. Tudo aconteceu, mais ou menos, assim: a multidão que estava na praça, no entorno no Cenáculo, em Jerusalém, sentiu o frescor de um forte vento que soprava e viu as línguas de fogo que caírem do céu sobre esta multidão. E “todos ficaram cheios do Espírito Santo” (At 2,4). E intuíram seus efeitos nas suas próprias línguas. A partir daquele momento, não haverá mais fronteiras e nem limites para as ações e as obras de Deus. Com isto, as grandezas e as maravilhas de Deus, que começaram por Jerusalém, migraram para a Galileia, a Samaria e até para os confins da terra (At 1,8).

As diversas e diferentes regiões, culturas e religiões do mundo, daquela época, estavam presentes naquele dia. O Espírito Santo não se restringiu aos apóstolos, à língua hebraica e ao povo judeu. Ele pousou, inspirou, ensinou, socorreu, intercedeu, defendeu, consolou, fortaleceu, convenceu, guiou à verdade, deu poder, fez morada, capacitou para o testemunho, produziu frutos, alimentou e inebriou a vida dos indefesos de ontem, de hoje e de sempre. A palavra “cenáculo” é derivada da palavra “ceia”. O Pentecostes foi, de certa maneira, uma verdadeira ceia que alimentou a vida e a missão da Igreja nascente, no início da pregação do Evangelho, até os dias atuais.

O Espírito Santo nos livra da indiferença, do fanatismo, do relativismo e das ideologias vigentes. Ele é o “Espírito da Verdade”, ou seja, o “Espírito Defensor”, o Médico e o Mestre interior para cuidar e curar as feridas interiores e exteriores da vida do povo de Deus. O Espírito é o “Deus de Guarda”, em alusão ao Anjo da Guarda. Ele é o Espírito do momento presente. Foi o último respiro e suspiro (Jo 19,20), bem como o último sopro de Jesus Cristo (Jo 20,22).

É de Jesus a expressão: “A carne é fraca” (Mt 26,41). E, de fato, a é. Ela é símbolo da fragilidade da condição humana. O Espírito vem em socorro desta nossa fragilidade e vulnerabilidade. É este o mesmo Espírito que pousou sobre a Virgem Maria e nela o Verbo se fez carne (Jo 1,14). Porque a carne é fraca, estamos todos indefesos. O Espírito Santo é o nosso advogado de defesa. Gratuitamente. Basta acreditar e solicitar sua defesa. De que mesmo nos defende o Espírito? Do pecado e de suas consequências. Lembra-se daquela cena, na qual Jesus, aparece, aos discípulos, com as portas fechadas, e sopra sobre eles e diz: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, lhes serão perdoados, a quem os retiverdes, lhe serão retidos?” (Jo 21, 22-23).

A Igreja retirou a fórmula da absolvição sacramental, exatamente deste Evangelho. Na hora da confissão auricular, o confessor reza esta oração, de preferência, para que o penitente a ouça: “Deus, Pai de misericórdia, que, pela morte e ressurreição de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para a remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo“. O pecado é a nossa maior fraqueza, do qual o Espírito nos defende.

Portanto, o Espírito, companheiro inseparável de Jesus (Basílio de Cesareia), segundo Paulo, vem em socorro destas nossas fraquezas (Rm 8,26-27). Quais são estas nossas fraquezas? Como é dito na Sequência de Pentecostes, o Espírito é o pai dos pobres, alívio na dor, descanso no labor, remanso na aflição, aragem no calor, higiene na sujeira, umidade na secura, cura na doença, dobradiça na dureza, luz na escuridão e aquecimento no frio. “Sem o Espírito Santo: Deus está longe, o Cristo permanece no passado” (Atenágoras, Patriarca Ortodoxo de Constantinopla). “Com efeito, Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de fortaleza, de amor e de moderação” (2Tm 1,7). Que o Espírito Santo venha, com sua força, em defesa das nossas fraquezas e indefesas, enquanto pecadores. Que são muitas. Vem, Espírito Santo, acendei o fogo do vosso amor no coração nos nossos corações. Amém!

 

Cardeal Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

 

Neste abençoado mês de maio, tempo que a piedade popular dedica com tanto afeto e devoção à Santíssima Virgem Maria, nossos corações se voltam espiritualmente para a Cova da Iria.

Celebrar o dia 13 de maio, memória de Nossa Senhora de Fátima, não é apenas recordar um evento histórico ocorrido no ano de 1917, mas é acolher, no hoje da nossa história, um veemente apelo dos céus. Um apelo que ecoa através das décadas e que se mantém incrivelmente atual, urgente e necessário para toda a humanidade e para cada um de nós em particular.

Quando a Virgem Maria se manifestou aos três pastorinhos – Lúcia, São Francisco e Santa Jacinta Marto –, o mundo estava mergulhado nas trevas e no desespero da Primeira Guerra Mundial. A humanidade experimentava o amargo sabor da destruição causada pelo ódio, pelo orgulho e pelo afastamento de Deus. Foi exatamente nesse cenário de dor e incerteza que a Mãe de Deus escolheu a simplicidade e a pureza de três crianças camponesas para transmitir uma mensagem de luz. Deus sempre escolhe os pequenos para confundir os fortes, e em Fátima, Ele nos lembrou que a verdadeira paz não nasce primordialmente dos tratados políticos, mas da sincera conversão dos corações.

A mensagem de Fátima pode ser resumida em três grandes pilares que devem sustentar a nossa vida cristã diária: a oração, a penitência e a conversão. A Senhora do Rosário pediu insistentemente aos pastorinhos: “Rezem o terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”. O Santo Rosário não é uma oração ultrapassada ou repetitiva; é, antes de tudo, uma meditação contemplativa e profunda dos mistérios da vida, paixão, morte e ressurreição de Cristo pelos olhos compassivos de Sua Mãe. É a arma espiritual que nos é dada para combatermos as batalhas diárias contra o mal, a violência e a cultura da indiferença que tantas vezes tentam dominar a nossa sociedade.

Além da oração constante, Nossa Senhora nos convoca à penitência e à reparação. Ela nos pede que ofereçamos pequenos sacrifícios pela conversão dos pecadores e em reparação pelas ofensas cometidas contra o amor de Deus. Em um mundo contemporâneo muitas vezes marcado pelo hedonismo e pelo individualismo, onde o sofrimento é rejeitado a todo custo e a dor do próximo é frequentemente ignorada, Fátima nos ensina o sublime valor do sacrifício feito por amor. É um convite pastoral para sairmos de nós mesmos, olharmos para as necessidades dos nossos irmãos mais pobres e abraçarmos as cruzes do nosso dia a dia com um sentido redentor.

Hoje, quando olhamos para a nossa própria realidade – seja no contexto global, com os inúmeros conflitos que ainda ferem a dignidade humana, seja na nossa cidade, onde tantas vezes a violência e a desigualdade oprimem os mais vulneráveis –, percebemos o quanto ainda precisamos ouvir a Virgem de Fátima. O distanciamento de Deus gera a ruína do homem. Fátima é um farol luminoso que nos reconduz ao porto seguro, que é Jesus Cristo. A Mãe nunca aponta para si mesma; Ela nos diz continuamente, como nas Bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2, 5).

É fundamental ressaltar que a mensagem de Fátima é um anúncio de de profunda e inabalável esperança. Em meio às revelações dadas aos pastorinhos, a Santíssima Virgem deixou-nos uma promessa consoladora: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”. Esta certeza deve animar a nossa caminhada e afastar o pessimismo. O mal não tem a última palavra sobre a história. O amor de Deus, manifestado na misericórdia e no coração puríssimo de Maria, é infinitamente maior do que qualquer pecado ou estrutura de morte.

Neste mês mariano, quero reiterar o apelo da Virgem de Fátima: “Rezai o Rosário todos os dias pela paz”. Aqui em nosso regional Leste 1, ou seja, no estado do Rio de Janeiro, todas as circunscrições eclesiásticas rezam o terço pela paz em locais públicos e com divulgação pelas nossas mídias. Com Maria, peçamos que os homens não fechem o coração a este dom de Deus e desarmem o seu coração. Sejamos arautos da paz em casa, no trabalho e em todo o mundo!

Que neste dia 13 de maio, possamos renovar, com fé e alegria, a nossa consagração ao Imaculado Coração de Maria. Que as nossas famílias se tornem verdadeiros cenáculos de oração, onde o terço seja rezado com devoção e perseverança. Que as nossas paróquias e comunidades sejam oásis de misericórdia, acolhida e paz. Peçamos à Senhora de Fátima que interceda por nossa Igreja, pelo nosso amado Santo Padre, por nosso estado do Rio de Janeiro e por todo o Brasil. Que ela nos cubra com seu manto maternal e nos alcance a graça da verdadeira paz, que só o seu Filho Jesus nos pode dar.

 

Dom Jaime Cardeal Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)

 

No dia 3 de maio, celebramos os 400 anos da fundação da primeira redução jesuítico-guarani no Rio Grande do Sul. Desse marco histórico, floresceu um singular modelo de civilização, fruto da fecunda união entre os conhecimentos dos missionários jesuítas e a cultura do povo guarani.

Esse modelo de evangelização e organização social foi uma inovação proporcionada pela troca de saberes que ocorreu do encontro entre os missionários jesuítas e os povos indígenas. As reduções situadas no atual território do Rio Grande do Sul constituíram o derradeiro empreendimento desse projeto realizado pela Companhia de Jesus.

Dessa epopeia destacam-se alguns personagens que tornaram possível à Igreja e ao Rio Grande do Sul o privilégio de uma rica experiência de vivência do Evangelho e de virtuosa colaboração entre culturas. O primeiro a ser lembrado é o fundador da redução de São Nicolau, Padre Roque González de Santa Cruz. Nascido no Paraguai, dominava a língua guarani e, ao chegar a São Nicolau, já havia participado da fundação de reduções na Argentina e no Paraguai. O segundo foi o Padre Antonio Sepp von Rechegg, Jesuíta austríaco, nasceu no Tirol em 1655 e faleceu em San José (Misiones) em 1733. Destacou-se como músico, arquiteto, escultor, urbanista, pintor e escritor, tendo sido também administrador de diversas reduções jesuíticas. Além de sua contribuição para a música, a pintura e a arquitetura nas missões, é lembrado ainda como o fundador da siderurgia no Rio Grande do Sul. Um terceiro é Sepé Tiaraju, popularmente invocado como São Sepé Tiaraju. Nascido na redução de São Luiz Gonzaga em 1723, destacou-se como líder e guerreiro guarani. Sepé enfrentou os impérios espanhol e português, liderando a resistência contra o Tratado de Madrid. Por sua luta em defesa de seu povo e de sua terra, é lembrado como mártir da causa guarani.

Assim, neste ano, temos a oportunidade de revisitar as raízes culturais do nosso Estado e de refletir sobre a contribuição duradoura dos Sete Povos das Missões para a formação da nossa cultura e a vivência da nossa fé.