Artigos dos bispos

Viagra es el nombre comercial del sildenafilo, uno de los medicamentos más conocidos para el tratamiento médico de la disfunción eréctil. Farmacia en España es una farmacia en línea donde puede comprar Viagra sin receta a un bajo precio en España.

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)

 

A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo nos revela o infinito e imenso amor de Jesus para com toda a humanidade que pela sua encarnação redentora quis morar e permanecer para sempre conosco sendo sinal vivo de presença e comunhão. 

Um Deus amor que se compraz em tornar-se alimento para saciar a sede e fome de infinita felicidade, de ternura e misericórdia que trazemos no coração, e nos faz repetir com Santo Agostinho: “Minha alma está inquieta até repousar em ti meu Senhor! ”  

Alimento que se torna pão partilhado, pão repartido que nos torna consanguíneos e concorporeos com o Deus conosco, pão da fraternidade e da solidariedade que não permite que ninguém fique de fora, abandonado ou excluído.  

Lembramos com saudade e alegria do Congresso Eucarístico Nacional de Recife onde cantávamos o refrão Pão em todas as mesas, fazendo ressoar a ordem e mandato divino de Jesus “Dai-lhes vós mesmos de comer “, fazendo acontecer o milagre do pão que se multiplica e se torna vida para o mundo inteiro, memorial da sua Páscoa de libertação plena. Somos a religião do Pão da paz e da reconciliação, que se consagra no Altar da comunhão e redenção, para dar vida e gerar a comunidade dos discípulos-missionários de Jesus o Salvador.  

Nestes tempos de ira, de guerra em fatias, de descarte de pessoas e destruição da Casa Comum, é na Ara Pacis, como falavam os cristãos de Roma que nasce uma humanidade nova, acolhedora e servidora, pacificadora e curadora, disposta sempre a testemunhar o amor e a ternura infinita que jorram abundantemente da eucaristia.  

Alimentados, curados e saciados com o Pão do céu seremos cada vez mais uma Igreja sinodal, que caminha com Jesus, abraçando os pequenos, doentes, pobres e marginalizados, onde escondido nos espera o mesmo Senhor, para construirmos com Ele e a partir da eucaristia, o Reino da graça, do amor, da paz e da justiça. Rumo ao 19* Congresso Eucarístico Nacional em Goiânia no ano que vem rezamos no final da oração preparada para este acontecimento: “concedei-nos ser hóstias vivas, no mundo para a vossa glória, para a salvação da humanidade e cuidado com toda vossa criação.” Deus seja louvado! 

 

 

Dom Leomar Brustolin
Arcebispo de Santa Maria (RS)

 Há uma palavra que atravessa toda a vida cristã e que as Diretrizes recolocam, com força, no centro da missão: conversão. Não como um peso, nem como cobrança, mas como caminho de vida. Converter-se não é perder algo, mas reencontrar o essencial. 

Muitas vezes, pensamos a conversão apenas no nível pessoal: abandonar erros, corrigir atitudes, crescer na fé. Tudo isso é verdadeiro. Mas as Diretrizes nos convidam a ir além: falam também de uma conversão pastoral, isto é, de uma mudança no modo de ser Igreja. Isso é exigente, porque não se trata apenas de fazer melhor aquilo que sempre fizemos, mas de perguntar com coragem: o que fazemos ainda evangeliza?
Aproxima as pessoas de Jesus? Quando a resposta é não — ou já não mais — é preciso mudar. 

A Igreja não muda por modismo. Muda para ser fiel: fiel a Jesus, fiel ao Evangelho, fiel à missão que recebeu. E essa missão é sempre a mesma: anunciar a todos o amor de Deus. As Diretrizes insistem que estamos vivendo uma mudança de época. Isso significa que as respostas de ontem nem sempre servem para hoje. As pessoas mudaram, as linguagens mudaram, os desafios mudaram. Permanecer igual pode significar, na prática, deixar de alcançar quem mais precisa. 

Por isso, a conversão pastoral pede coragem. Coragem para rever estruturas, para simplificar processos, para abandonar o que já não gera vida. E, ao mesmo tempo, coragem para experimentar caminhos novos. Mas há um critério fundamental: tudo precisa nascer do Evangelho. 

Não se trata de inventar uma Igreja diferente, mas de voltar à fonte. Olhar para Jesus e perguntar: como Ele evangelizava? Como se aproximava das pessoas? Como acolhia, como falava, como tocava a vida dos outros? 

Jesus não esperava que as pessoas viessem até Ele. Ele ia ao encontro. Entrava nas casas, sentava-se à mesa, caminhava com os que estavam perdidos. Sua presença despertava perguntas, gerava confiança, transformava vidas.  

Essa é a conversão que as Diretrizes pedem: passar de uma Igreja centrada em si mesma para uma Igreja em saída. Isso implica também uma mudança de mentalidade: sair da lógica da conservação — apenas manter o que já existe — para assumir a lógica da missão — ir ao encontro de quem ainda não encontrou Jesus. 

Outro aspecto importante é a conversão das relações. Não basta mudar estruturas externas. É preciso renovar o modo como nos tratamos, como trabalhamos juntos, como acolhemos as pessoas. Uma Igreja que fala de amor precisa viver o amor. 

A conversão, portanto, é sempre um processo. Não acontece de uma vez. É um caminho que se faz dia a dia, na escuta da Palavra, na oração e na vida comunitária. E aqui está a beleza: não caminhamos sozinhos. O Espírito Santo conduz a Igreja. Ele renova, inspira, fortalece. 

No fundo, converter-se é confiar: confiar que Deus continua agindo e que nos chama a colaborar com sua obra. A pergunta que as Diretrizes nos deixam é direta e necessária: o que precisamos mudar hoje para sermos mais fiéis a Jesus?  

Responder a essa pergunta é dar um passo decisivo na missão. Porque, quando a Igreja se converte, ela se renova. E quando se renova, volta a gerar vida. 

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)

 

A expansão das diferentes formas de inteligência artificial impacta a sociedade em seus muitos campos, reconfigurando as relações humanas, modos de pensar e agir, com possibilidades de gerar oportunidades singulares de desenvolvimento e, ao mesmo tempo, graves ameaças ao bem comum.  Um fenômeno complexo que inspirou o Papa Leão XIV a publicar a Carta Encíclica Magnifica Humanitas – sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial.  Diferentes segmentos têm expressado admiração à oportuna Carta Encíclica que convoca a civilização humana à reflexão e, consequentemente, ao agir, partindo da premissa de que o desenvolvimento tecnológico não é neutro, não pode ser inocentemente considerado bom ou ruim, mas devidamente refletido em todos os seus aspectos. Há quem possa se perguntar: inteligência artificial é assunto a ser tratado pela Igreja? Tem relação com a fé? O próprio Papa Leão XIV responde na Carta Encíclica, ao pontuar que a Igreja, na sua tradição, sempre articulou fé e vida, constituindo uma rica Doutrina Social a partir da análise da sociedade à luz da fé.  

Ora, analisar no mundo contemporâneo a sociedade, à luz da fé, implica dedicar-se, também, aos impactos reais e possíveis da inteligência artificial na vivência da espiritualidade e, especialmente, no respeito à dignidade humana, pois, para os cristãos, fé e cotidiano se relacionam: não há como amar Deus e desconsiderar os irmãos que sofrem. Essa é uma premissa da Doutrina Social da Igreja, “um património de sabedoria, onde encontramos princípios para pensar, critérios para discernir e julgar, orientações concretas para agir. Ela baseia-se na Sagrada Escritura e na Tradição e, em diálogo com as ciências, ajuda-nos a ler os desafios do presente com lucidez, identificando caminhos adequados para viver, com alegria e a serviço do mundo, um límpido testemunho cristão”, descreve o Papa Leão XIV na sua Carta Encíclica. Justamente com a recém-publicada Carta, o Papa oferece sua contribuição à Doutrina Social da Igreja, partilhando com o mundo critérios objetivos, à luz da fé, para tratar o desenvolvimento da inteligência artificial.  

O Papa Leão XIV alerta para as formas de apropriação da inteligência artificial que acentuam cenários de exclusão, com a concentração de riquezas nas mãos de poucos, impondo sacrifícios a quem já padece na extrema pobreza. O Pontífice lembra que, pela primeira vez na história, os estados já não são mais os principais vetores do desenvolvimento tecnológico. “Os principais motores do desenvolvimento são sujeitos privados, frequentemente transnacionais, dotados de recursos e capacidades de intervenção superiores aos de muitos governos. O poder tecnológico assume, destarte, uma identidade inédita, predominantemente ‘privada’ e, portanto, ainda mais difícil de discernir, gerir e orientar para o bem comum”. Assim, uma das perguntas centrais a inspirar reflexões sobre a inteligência artificial seria: a quem essas tecnologias servem e quais são os seus propósitos? 

Alguns sinais apontam para um perigoso caminho. Há notícias de adolescentes e jovens que preferem “conversar” com os chamados chatbots, sistemas simuladores de interações, do que com seres humanos. Substituem até mesmo métodos terapêuticos cientificamente comprovados por simulacros desenvolvidos via sistemas automatizados. Outro fenômeno especialmente grave é tratado na Carta Encíclica: o Papa Leão XIV denuncia a “cultura do poder”, o crescimento da indústria bélica, que se tornou um setor-chave na economia de alguns países.  Neste cenário, cresce o emprego da inteligência artificial no desenvolvimento de armas. Chega-se ao absurdo de confiar às máquinas a tarefa de decidir sobre questões morais.  “Fala-se por vezes de agentes morais artificiais, como se uma máquina pudesse garantir, com maior coerência do que um ser humano, a distinção entre o bem e o mal. Ora, o juízo moral não se reduz a um cálculo: implica consciência, responsabilidade pessoal e reconhecimento do outro como pessoa”, alerta a Carta Encíclica. 

Da aparente interação inofensiva entre um adolescente com um chatbot à ameaçadora escalada armamentista impulsionada pela inteligência artificial percebe-se um perigoso contexto de desconsideração da dignidade humana, agredida também por inadequadas aplicações das novas tecnologias. Principalmente aqueles que patrocinam o avanço da técnica são chamados a refletir sobre as desastrosas consequências de um desenvolvimento alimentado pelo egoísmo. Eis o que pede a Carta de Leão: salvaguardar o humano, pois a técnica pode ser importante, mas, criada por Deus, magnífica é a humanidade.