Você está aqui: Articulistas Dom José Alberto Moura Alimento Forte

tarjajuventude site cópia

Alimento Forte

E-mail Imprimir PDF

Dom José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros

Ir atrás de alguém por interesse material não é suficiente para a realização humana. A promoção da real cidadania passa pelo crivo dos eleitores e eleitos com a prática da realização de projeto de promoção de vida digna para todos. Quantos vão atrás de políticos para pedirem alguma ajuda e até vendem o voto em troca de algum favor. O clientelismo na política não resolve o problema social de modo duradouro e abrangente. Precisamos eleger quem tem condição ética e de preparo para o exercício do cargo com ideal e prática do real serviço ao bem comum. Vale muito mais não receber algum favor e eleger quem é apto para o cargo, que beneficiará a toda a sociedade. Como conseqüência também nós somos beneficiados.

Jesus sabia que muitos o procuravam por causa de milagres e do alimento material. Ele até os fazia, mas para demonstrar que podiam acreditar nele e o seguirem para obterem outro tipo de milagre e alimento, os da vida de sentido. Eles tornam a pessoa forte o suficiente para a vida toda aqui na terra, com o penhor ou embasamento para vida duradoura e eterna feliz. É o alimento forte do amor, com fonte no próprio Deus (Cf. João 6,24-35). Acreditar em Jesus é fundamental para o ser humano ser forte o suficiente e vencer os embates da vida. Aliás, o divino Mestre até inventa a Eucaristia para selar a presença dele em quem assume viver com Ele e realizar o seu mesmo projeto de vida. Daí para frente tudo é vencido, mesmo tendo-se que dar a própria vida como meio de servir o semelhante. A pessoa, com o alimento forte dele, é capaz de superar os próprios limites, vencendo o mal, ou seja, tudo o que contraria o projeto de Deus. Só se realiza humanamente quem é capaz de dar tudo de si para fazer uma convivência com os critérios do amor implantado por Deus. A pessoa se coloca à sua disposição para promover o bem ao semelhante, com a promoção da justiça, da vida, da solidariedade e do bem comum.

Uma vez conscientizados sobre o alimento especial apresentado por Jesus, os discípulos pediram-no para si. Ele afirmou ser o próprio alimento: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome” (João 6,35). Por isso, seguir o Filho de Deus se torna uma espécie de osmose da pessoa com Ele. Não é possível deixá-lo mais. Se isso acontecer, a pessoa percebe que a vida não tem sentido. É mais do que uma pessoa casada perder seu par. Aliás, a realização humana plena se dá com a intimidade dela com Deus. Jesus mesmo afirma: “Sem mim nada podeis fazer”. Todo ser humano pode até ter muitos bens, prazeres, bem estar, posição social de destaque ou tudo o que quiser. Sem a realização do projeto de Deus ela se torna vazia. A vida não tem sentido. Por isso é que Jesus se coloca no meio da humanidade para nos provar que vale a pena segui-lo e realizar o projeto de Deus, mesmo andando por um caminho mais estreito e de exigência de conduta adequada a quem O segue. O paganismo não leva a pessoa além do horizonte do tempo presente: “ Não continueis a viver como vivem os pagãos, cuja inteligência os leva para o nada”, diz S. Paulo (Efésios 4,17). Para tanto, é preciso haver conversão à vida nova do Filho de Deus.

 

Edições CNBB

edicoescnbb_165x189

Convênios - CNBB

convenioscnbb

Catequese e bíblia

blogcatequese 165x189

Anjinhos do Brasil

Mídias Sociais

Dizin Ekle Site Analiz genel blog oğuz facebook son dakika haber dmoz tatlı tarifleri tatil köyü ucuz tatil tatli tarifi sosyal imleme webmaster ukash