Você está aqui: Articulistas Dom José Alberto Moura Cabeça dura

tarjajuventude site cópia

Cabeça dura

E-mail Imprimir PDF

Dom José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros (MG)

Diante de um pluralismo religioso abundante, deparamo-nos também com o posicionamento de rejeição não só da religião mas até de Deus. Há quem se pronuncia como crente mas vive como se Deus não existisse. Opõe-se até a valores propostos por pessoas religiosas, entendendo que se trata de assuntos só ligados à religião, mas, na verdade, e em primeiro lugar, são valores inerentes à natureza dos seres e ligados diretamente à vida e à dignidade da pessoa humana, como não matar um ser humano indefeso antes de ele nascer.

Jesus conviveu com muita rejeição de grupos à sua pessoa e a seus ensinamentos. Sua presença e proposta de vida contrariavam a conduta e o ensinamento de muitas lideranças. Por isso, foi perseguido e morto. Segui-lo requer do discípulo coragem, convicção e vida de fé coerente com o Evangelho. Há quem quer impor ao grupo religioso regras, até contrárias aos valores do mesmo, encarando a religião apenas como entidade de consumo ou seja, de ritos e buscas de vantagens econômicas, de superação de males físicos, psíquicos e sociais. De fato, Jesus curou muita gente desses males, mas não sem dar base à cura da alma. Não basta o bem estar na ordem material e física. É preciso a pessoa usar os meios adequados e ter conduta adequada à consecução de sua plena realização humana, sedimentada no amor vivenciado com a prática do projeto de Deus. A religião não é finalidade. É instrumento. Quanto mais ela se afinar com o projeto do Criador, apresentado pelo Filho de Deus, mais tem eficácia no seu conteúdo e nos seus propósitos. Jesus não instituiu à toa sua Igreja, para ela ser instrumento eficaz de apresentação do ideal de vida que leva a pessoa a conseguir, com grande facilitação, sua meta existencial.

O profeta Ezequiel já lembrava aos judeus rejeitadores da proposta divina: “Eu te envio aos israelitas, nação de rebeldes, que se afastaram de mim.... A estes filhos de cabeça dura e coração de pedra vou-te enviar” (2, 3.4). A missão de Deus, aceita por quem tem fé é árdua, mas garantidora de sucesso. Se existem os que se opõem à ética, à moral de base à realização humana, à grandeza de caráter, ao respeito à dignidade da vida e da pessoa humana, como templo de Deus, à boa política, à moralidade pública, ao respeito e à promoção da família, à sensibilidade e inclusão dos rejeitados da vida... há também quem luta incansavelmente para apresentar o grande motor da propulsão do bem humano, com a fé transformadora da convivência e com os critérios da cidadania apresentados pelo Filho de Deus.

Os limites humanos, lembrados por Paulo, não devem ser desculpas para alguém rejeitar os valores religiosos que ajudam a construir uma civilização do amor e da justiça: “Foi espetado na minha carne um espinho, que é como um anjo de satanás a esbofetear-me...Mas ele disse-me: ‘Basta-te a minha graça’” (2 Coríntios 12, 79). Encontramos limites humanos em qualquer organização, mesmo a religiosa, que não desmerecem o exemplo e os valores vividos por grandes parcelas e os inerentes à ação divina.

Muitos, mesmo vendo os prodígios realizados por Jesus, ficavam céticos por não terem uma fé baseada na aceitação do divino apresentado com o divino-humano de Jesus. Ele mesmo falou: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares” (Marcos 6, 1-6). A fé, além de ser dom de Deus, precisa da correspondência de nossa parte.

Edições CNBB

edicoescnbb_165x189

Convênios - CNBB

convenioscnbb

Catequese e bíblia

blogcatequese 165x189

Anjinhos do Brasil

Mídias Sociais

Dizin Ekle Site Analiz genel blog oğuz facebook son dakika haber dmoz tatlı tarifleri tatil köyü ucuz tatil tatli tarifi sosyal imleme webmaster ukash