Arquidiocese de Florianópolis celebra o Dia de Santa Catarina de Alexandria com festa

A Santa foi uma grande defensora da fé cristã

Neste 25 de novembro, os catarinenses celebram o dia da Santa que dá nome ao Estado. Santa Catarina de Alexandria, que foi uma grande defensora da fé cristã, também é padroeira da arquidiocese de Florianópolis e co-padroeira da capital. A programação especial para celebrar a data teve início com a oração das laudes. A principal missa do dia acontece às 18h30. A celebração solene será presidida pelo bispo de Florianópolis, dom Wilson Tadeu Jönck, logo depois terá procissão com a imagem e relíquias de Santa Catarina. Nos caminhos da história, o descobrimento da mártir que era dotada de sabedoria e beleza singulares. A cultura atribuída a Santa Catarina fez dela a patrona dos estudantes, dos filósofos e, também, da Universidade de Paris.

Padroeira do Estado 

A história apresenta a teoria de que quando os primeiros descobridores passaram pelo Estado, no ano de 1526, deram o nome de Ilha de Santa Catarina. 

Em 1922, o segundo bispo de Florianópolis, dom Joaquim Domingues de Oliveira, oficializou, através da Santa Sé, Santa Catarina como padroeira da arquidiocese, do Estado e co-titular da Catedral de Nossa Senhora do Desterro.  

Relíquia da Santa em Florianópolis 

Quem chega na capela ecumênica do jardim do Tribunal de Justiça encontra um senhor alegre e atencioso, devoto de Santa Catarina. O diácono da Igreja Ortodoxa, Pedro Paulo Raimundo, é zelador do local desde a inauguração, em 2001. “Estou aqui por Deus!”, exclama. 

Quem visita a capela em estilo bizantino, encontra a relíquia de Santa Catarina que na Igreja Ortodoxa é venerada com o título de megalomártir (grande mártir), ou seja, a virgem de Alexandria do Egito que ofereceu a própria vida pela fé.  Um pedaço da costela direita dela está na capela ecumênica do Tribunal de Justiça.         

Tendo como padroeira esta megalomártir, o Estado de Santa Catarina foi presenteado pelo arcebispado Grego Ortodoxo do Monte Sinai, no Egito, com esta relíquia. O Monsenhor Angelos Kontaxis, archimandrita da Igreja Grega de Florianópolis, acompanhou uma comitiva ao Egito, com a direção do então governador do Estado, Esperidião Amin. Eles estiveram no Mosteiro Ortodoxo do Monte Sinai e, após tratativas com os monges trouxeram a relíquia e uma pedra, no ano de 1999. O Poder Público do Estado providenciou a edificação da capela ecumênica, onde foram depositadas para veneração dos fiéis. 

Segundo explica o diácono Pedro Paulo, os ortodoxos acreditam que a relíquia expressa santidade. Em especial, Santa Catarina tem uma concepção amorosa por todo povo catarinense, independente da consciência política, da veneração ou de qualquer outra coisa. Ela veio para abençoar o território de todos que aqui vivem. “A ideia da relíquia em lugar ecumênico é unificar, trazê-la a todos. Não poderíamos dividir esse amor. A capela é ecumênica, ou seja, é a união de várias mãos numa mesma prece. Por isso é estreita e é levado a olhar para o divino. Os cinco vitrais representam todas as raças”, explica.

A capela está aberta à visitação pública das 10h às 16h, de segunda a sexta-feira. Também é possível organizar visitações para o fim de semana. Para agendar uma visita ou reservar a Capela Ecumênica do Tribunal de Justiça basta entrar em contato pelo telefone (48) 3287-2490.

Com informações da arquidiocese de Florianópolis (SC)