Comire do Nordeste 1 tem formação sobre Estudo 108 da CNBB

Participaram 50 representantes das dioceses cearenses

O texto de Estudos 108 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), “Missão e cooperação Missionária - Orientações para a animação missionária da Igreja no Brasil” foi tema de reflexão e aprofundamento, durante encontro de formação do Conselho Missionário do Regional Nordeste 1 da CNBB (Comire NE 1). O encontro aconteceu entre os dias 1º e 3 de julho, na diocese de Quixadá (CE), e reuniu 50 representantes de Conselhos, projetos, movimentos e serviços ligados à missão.

Com o lema “É missão de todos nós: Deus nos chama, eu quero ouvir a sua voz!”, o encontro teve como facilitador o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial da CNBB, padre Sidnei Marco Dornelas.

O bispo de Crateús (CE) e referencial para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial no regional Nordeste 1 da CNBB, dom Ailton Menegussi, fala da importância do evento para as dioceses cearenses e para o regional no sentido da busca de compreensão “mais profunda daquela imagem de ‘Igreja em saída’” desejada pelo papa Francisco. Para o prelado, tal entendimento desdobra-se em tantas outras, quais sejam uma Igreja Samaritana, Igreja de Portas Abertas, Igreja Peregrina, Igreja Advogada dos Pobres, Igreja doméstica. “Numa palavra: Igreja Missionária”, resume.

“Falar de Missão é falar da essência, da vocação, da identidade mesma da Igreja; do seu serviço ao mundo. A Igreja existe para a missão, nasce da missão, se alimenta e se nutre da missão, cujo centro é sempre a pessoa de Jesus Cristo. Então, é preciso que nossas paróquias, dioceses, comunidades coloquem suas estruturas a serviço da missão; que a nossa ação evangelizadora seja pensada, organizada em chave missionária”, explica dom Ailton.

O bispo destaca que todas as pastorais, movimentos, associações religiosas, presbíteros, bispos, religiosos e novas comunidades devem pensar e organizar suas ações com a “consciência de missão” para chegar ao ideal de Igreja em saída, “porque a missão é a alma, o coração da Igreja”, sustenta.

“Os novos tempos exigem novos métodos, novo ardor, novas linguagens, para se chegar ao coração das pessoas, nos novos areópagos em que elas se encontram. Os desafios não são poucos. Sabemos que precisamos encontrar caminhos novos, para anunciar sempre o mesmo Evangelho. Este encontro é, portanto, uma expressão de nosso interesse, de nossa busca de acertar o passo no caminho da missão”, considerou.

Com informações e foto da diocese de Crateús